Aranhas tomam conta de praia grega

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Uma praia da cidade grega de Aitoliko, localizada a 300 km de Atenas, está com uma paisagem um pouco diferente. Isso se deve porque milhares de aranhas cobriram uma extensão de quase 300 metros com teias, deixando tudo à beira-mar coberto por um manto branco – de árvores e arbustos a qualquer vegetação nas redondezas.

A Tetragnatha é o gênero de aranha responsável por tal situação. Normalmente, este tipo de aracnídeo tece as suas teias em folhas sobre rios e lagos, tendo em vista que estas regiões facilitam a caça de alimentos, como mosquitos. Essa espécie possui um corpo alongado conseguindo, inclusive, até andar sobre a água. A praia onde elas fizeram este pequeno acampamento ajuda por ser em uma região de baía, com águas mais calmas.

Esse tipo de aranha pode ser encontrado em diversas regiões do mundo, inclusive no Brasil, mas, mesmo com mais de 50 espécies já catalogadas em diversos lugares, é uma espécie bem inofensiva. “Essas aranhas não são perigosas para os seres humanos e não causam nenhum dano à flora da região”, explica a professora de biologia molecular da Democritus University of Thrace,  Maria Chatzaki.

Mas se este é um processo natural, por que não vemos com frequência? Simples: devido às condições necessárias para que haja uma concentração tão grande dessas aranhas. Elas estão reunidas devido a elevadas temperaturas, grande umidade e comida em abundância. Como a região está em um período quente, favorecendo a proliferação de mosquitos, elas encontram o ambiente ideal para criar – quase – uma colônia de férias.

“As aranhas estão aproveitando essas condições e estão tendo uma espécie de festa. Elas acasalam, reproduzem e fornecem toda uma nova geração”, comenta Chatzaki.

Casos semelhantes já foram relatados nos Estados Unidos, no estado do Texas, em 2007. Nesta situação, a espécie Tetragnatha Guatemalensis causou espanto aos visitantes do Parque Estadual do Lago Tawakoni, cobrindo diversas árvores com suas teias. Este caso foi importante pois até então muitos estudiosos acreditavam que aranhas trabalhavam sozinhas na construção de teias, ou no máximo em pequenos grupos; o que com certeza foi mudado com a divulgação deste caso.

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