Inventor da Internet quer democratização

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Em 25 de novembro de 1989, o físico e cientista da computação, Timothy John Berners-Lee, juntamente com pesquisadores do CERN, implementaram a primeira comunicação bem-sucedida entre um cliente HTTP e um servidor. Era o nascimento da internet como a conhecemos.

Desde então a internet se popularizou e já é utilizada por cerca de 3,2 bilhões de pessoas, quase a metade do planeta. Mas Berners-Lee, que hoje é diretor do World Wide Web Consortium (W3C), que supervisiona o desenvolvimento continuado da web, não está contente com os rumos da rede.

“Apesar de todo o bem que conquistamos, a web evoluiu para um mecanismo de desigualdade e divisão balançado por forças poderosas que a usam para suas próprias agendas”, escreveu em sua conta no Medium. “Hoje, acredito que chegamos a um ponto crítico e essa poderosa mudança para melhor é possível – e necessária.”

Uma mudança liderada por Berners-Lee já está a caminho e tem até nome: Solid. Com a ajuda de pesquisadores do MIT, eles desenvolveram um projeto de código aberto que visa devolver às pessoas o controle da rede. O caminho para esse fim seria o empoderamento em relação a seus dados.

Com ele, no lugar de fornecer os dados para gigantes digitais em troca de benefícios muitas vezes imperceptíveis, seus dados se tornam propriedade sua. Assim, cada usuário terá opção sobre onde os dados serão armazenados, quais pessoas e grupos específicos poderão acessar os elementos selecionados e quais aplicativos você usa.

“As pessoas querem ter uma web em que possam confiar. As pessoas querem aplicativos que os ajudem a fazer o que querem e precisam fazer – sem espioná-los. Aplicativos que não têm um motivo oculto para distraí-los com proposições para comprar isto ou aquilo. As pessoas vão pagar por esse tipo de qualidade e garantia”, escreveu.

Para dar início a mudança, Berners-Lee criou a startup Inrupt que vai fornecer o hardware para possibilitar o funcionamento do Solid. Por ele serão armazenados os PODS (sigla em inglês para armazenamento pessoal online de dados), que serão acessados por aplicativos e empresas escolhidas por você.

“Com os valores corretos e uma infra-estrutura corporativa fundamental, construiremos sistemas benéficos que funcionam para todos. O futuro ainda é muito maior que o passado”, finalizou.

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