
{"id":4300,"date":"2011-04-06T14:19:55","date_gmt":"2011-04-06T17:19:55","guid":{"rendered":"https:\/\/eliezerladeira.com.br\/blog\/?p=4300"},"modified":"2026-02-11T11:49:54","modified_gmt":"2026-02-11T14:49:54","slug":"para-onde-ira-o-google","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eliezerladeira.com.br\/blog\/para-onde-ira-o-google\/","title":{"rendered":"Para onde ir\u00e1 o\u00a0Google?"},"content":{"rendered":"<div class=\"entry\">\n<p>Nos prim\u00f3rdios da Internet, o que se via como o modelo ideal de neg\u00f3cios na rede era a cria\u00e7\u00e3o de grandes portais verticais de not\u00edcias e servi\u00e7os. Da\u00ed, surgiram sites como&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.yahoo.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yahoo!<\/a>,&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.aol.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">AOL<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.msn.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MSN<\/a>.<\/p>\n<p>Paralelamente, surgiram as pesquisas, que eram vistas como ap\u00eandices dos portais.<\/p>\n<p>Posteriormente, surgiu a Google, que revolucionou as buscas e acabou por determinar novos caminhos para a Internet.<\/p>\n<p>A hoje gigante das buscas sempre se caracterizou pelas buscas horizontais. Quando ela, no entanto, firmou o contrato para a compra da ITA Software, ficou clara a mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia da empresa. Em outras palavras, a Google est\u00e1, aos poucos seguindo para as buscas verticais, tal como o Bing.<\/p>\n<p>Fiquei, ent\u00e3o pensando: qual poderia ser a estrat\u00e9gia da Google para os pr\u00f3ximos 10 anos?<\/p>\n<p>\u00c9 muito dif\u00edcil fazer uma previs\u00e3o para um per\u00edodo t\u00e3o longo. No entanto, tentarei, com dados de hoje, prever o que ela far\u00e1 neste per\u00edodo de tempo.<\/p>\n<p>Acredito que seus produtos e servi\u00e7os seguir\u00e3o os seguintes eixos principais:<\/p>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol>\n<li><strong>Tudo na nuvem:<\/strong>\n<ul>\n<li>O Google Docs, o YouTube, o Picasa e outros j\u00e1 vinham dando a no\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o da Google de que tudo deve ser feito e armazenado na grande nuvem da Internet. Agora, com o Google Chrome e o HTML5, isto toma outro patamar.<\/li>\n<li>A grande quebra de paradigma, no entanto, ser\u00e1 o Chrome OS, que transferir\u00e1 para a nuvem parte do pr\u00f3prio sistema operacional, o que depender\u00e1, obviamente, da aceita\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio final, que sempre tem dificuldade de mudan\u00e7a de plataforma quando se trata de sistemas operacionais.<\/li>\n<li>Acredito que, no futuro, poder\u00e1 haver at\u00e9 uma vers\u00e3o web do pr\u00f3prio Android.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>O mundo \u00e9 m\u00f3vel:<\/strong>\n<ul>\n<li>Eric Schmidt j\u00e1 deixou claro h\u00e1 pouco tempo que o Android OS n\u00e3o \u00e9 apenas um sistema operacional para celulares, mas uma verdadeira estrat\u00e9gia destinada a competir pelo crescente mercado de buscas por meio de dispositivos m\u00f3veis.<\/li>\n<li>Todos os produtos e servi\u00e7os da empresa, daqui para frente, dever\u00e3o ter vers\u00f5es para tais dispositivos, quando n\u00e3o criados exclusivamente para eles.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>O software \u00e9 um servi\u00e7o:<\/strong>\n<ul>\n<li>Como j\u00e1 demonstrado com o Google Docs e outros produtos, a Google pretende invadir o mercado corporativo com solu\u00e7\u00f5es de software baseados na nuvem, cobrando pelo servi\u00e7o prestado, dispensando os usu\u00e1rios de possuir custosos departamentos de inform\u00e1tica e estruturas de processamento e armazenamento de dados.<\/li>\n<li>No futuro, a Google dever\u00e1 passar a competir tamb\u00e9m nos ramos de ERP, GED, CRM, log\u00edstica, etc. Para tanto, poder\u00e1 construir produtos pr\u00f3prios ou crescer por meio de aquisi\u00e7\u00f5es, como por exemplo, a da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.salesforce.com\/br\/?ir=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Salesforce<\/a>, sobre a qual j\u00e1 muito se falou.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Preciso ser forte, sen\u00e3o voc\u00ea me abandona:<\/strong>\n<ul>\n<li>A Google deve ser a maior consumidora de recursos de processamento de dados e banda de Internet do planeta. Em fun\u00e7\u00e3o disso, precisa ter \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o uma infra-estrutura sempre muito atualizada de forma a garantir a boa presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<\/li>\n<li>Acredito que, nos pr\u00f3ximos 10 anos, ela tender\u00e1 a investir fortemente em grandes redes submarinas de cabos de fibras \u00f3ticas, de modo a formar uma rede poderosa a ligar todos os continentes. Possuir estas redes submarinas pr\u00f3prias garantiria que as informa\u00e7\u00f5es circulassem livre e velozmente entre os diversos usu\u00e1rios.<\/li>\n<li>Penso tamb\u00e9m que tender\u00e1 a evoluir muito as redes locais de Internet sem fio fornecidas pela Google, com ou sem cobran\u00e7a de tempo de uso.<\/li>\n<li>Da mesma forma, necessariamente, crescer\u00e3o os centros de dados da empresa em todo o mundo e eles tender\u00e3o, cada vez mais, a usar energias renov\u00e1veis, porque isto est\u00e1 sendo muito cobrado de todos os grandes consumidores de eletricidade.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Todos n\u00f3s enxergamos em tr\u00eas dimens\u00f5es:<\/strong>\n<ul>\n<li>A nova tend\u00eancia da m\u00eddia \u00e9 o 3D, apesar do que ainda n\u00e3o se saiba muito como ela repercutir\u00e1 na Internet. Entretanto, estejamos certos de que a Google n\u00e3o deixar\u00e1 de ter produtos em 3D.<\/li>\n<li>O pr\u00f3prio YouTube j\u00e1 est\u00e1 fazendo alguns&nbsp;<a rel=\"nofollow\">experimentos<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Todos n\u00f3s gostamos de jogar:<\/strong>\n<ul>\n<li>Em 2007, a Google adquiriu a Adscape Media, uma empresa que possu\u00eda uma patente destinada a colocar publicidade em jogos. Parece que esta patente ficou guardada, mas o interesse da empresa no mercado de games ainda perdura.<\/li>\n<li>Ela j\u00e1 teve uma tentativa fracassada de entrar neste mercado com o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.lively.com\/goodbye.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google Lively<\/a>.<\/li>\n<li>Recentemente ela adquiriu a LabPixies, uma pequena fabricante de jogos.<\/li>\n<li>Mais recentemente lan\u00e7ou no YouTube um jogo on-line, o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/chromefastball\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google Chrome Fastball<\/a>.<\/li>\n<li>Em 2008 surgiu um boato, depois desmentido, de que a Google estaria comprando a produtora de games&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.valvesoftware.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Valve Software<\/a>&nbsp;ou apenas o seu sistema de jogos on-line&nbsp;<a href=\"http:\/\/store.steampowered.com\/about\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Steam<\/a>. Seria uma \u00f3tima compra, que ainda pode ser feita.<\/li>\n<li>Outro movimento que prova a breve entrada da Google no mercado de games foi o&nbsp;<a href=\"http:\/\/techcrunch.com\/2010\/07\/10\/google-secretly-invested-100-million-in-zynga-preparing-to-launch-google-games\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">investimento<\/a>&nbsp;no valor aproximado de USD$ 100 milh\u00f5es na produtora de jogos&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.zynga.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zinga<\/a>, que desenvolveu, entre outros, o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.farmville.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Farmville<\/a>, popular plataforma de jogos sociais que roda no&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a>.<\/li>\n<li>Pensando bem, a Google poderia pensar seriamente em desembolsar algo em torno de USD$2 bilh\u00f5es (ou at\u00e9 mais \u2013 n\u00e3o seria caro) para comprar a Zinga porque, desta forma, com um s\u00f3 movimento, teria uma empresa que fatura aproximadamente ou at\u00e9 mesmo o tanto que o Facebook e ainda \u00e9 a que mant\u00e9m o maior tr\u00e1fego naquela rede social. Seria, portanto, um neg\u00f3cio excelente.<\/li>\n<li>De qualquer forma, seja de forma org\u00e2nica ou por aquisi\u00e7\u00f5es, a Google ter\u00e1 que entrar neste mercado e n\u00e3o dever\u00e1 demorar muito a faz\u00ea-lo.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>N\u00f3s gostamos de comprar e vender:<\/strong>\n<ul>\n<li>Em termos de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, a Google come poeira se a compararmos com a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.amazon.com\/ref=gno_logo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Amazon<\/a>&nbsp;e com o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ebay.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">eBay<\/a>.<\/li>\n<li>Precisamos considerar que a empresa vai querer crescer neste meio, seja no com\u00e9rcio entre empresas, seja no com\u00e9rcio direto ao consumidor e seja organicamente, seja por fus\u00f5es ou por aquisi\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Neste campo, os grandes concorrentes s\u00e3o grandes demais para serem adquiridos e os pequenos s\u00e3o mirrados demais, n\u00e3o valendo o investimento.<\/li>\n<li>Eu acreditaria, no futuro, em uma tentativa de fus\u00e3o com a Amazon, mas tamb\u00e9m n\u00e3o creria que os \u00f3rg\u00e3os reguladores da concorr\u00eancia nos Estados Unidos permitiriam esta opera\u00e7\u00e3o porque poderia gerar monop\u00f3lio no setor de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico e tamb\u00e9m de livros digitais. Uma outra sa\u00edda seria comprar ou se associar ao site de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico chin\u00eas&nbsp;<a href=\"http:\/\/alibaba.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alibaba.com<\/a>, o que seria bastante dif\u00edcil porque a Yahoo! \u00e9 s\u00f3cia da empresa.<\/li>\n<li>Outra op\u00e7\u00e3o poderia ser a aquisi\u00e7\u00e3o do site de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico&nbsp;<a href=\"http:\/\/milo.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Milo<\/a>. Ele permite a compara\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos produtos existentes em lojas f\u00edsicas via aparelhos celulares, encaminhando o consumidor para comprar onde for mais barato e permitindo, inclusive, testar fisicamente o aparelho.<\/li>\n<li>H\u00e1 quem acredite que a Google tomaria este caminho porque \u00e9 mais barato e porque completaria a sua tecnologia.<\/li>\n<li>Fora isso, restaria a ela apenas crescer nesta \u00e1rea de forma org\u00e2nica.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>A Web \u00e9 a biblioteca de Alexandria dos tempos modernos:<\/strong>\n<ul>\n<li>O projeto da Google de digitalizar grandes bibliotecas tem como objetivo explorar o mercado de livros digitais.<\/li>\n<li>A integra\u00e7\u00e3o da tecnologia de OCR da recentemente comprada reCAPTCHA com o Google Books e ao Google Translate permitir\u00e1, em breve, a quebra de barreiras de idiomas na leitura de livros.<\/li>\n<li>O lan\u00e7amento do Google Chrome OS permitir\u00e1 o lan\u00e7amento de tablets com este sistema operacional, o que, adicionado aos milh\u00f5es de iPads do mercado, veremos o alavancar do mercado de livros digitais da biblioteca da Google.<\/li>\n<li>Al\u00e9m do mais, a Google vai montar uma livraria on-line, a&nbsp;<a href=\"http:\/\/nylink.org\/SL\/index.php\/archives\/1247\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google Editions<\/a>, ou seja, come\u00e7ar\u00e1 a competir com a Amazon e outras na venda de livros digitais.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>A Web \u00e9 um \u00f3timo lugar para encontramos os amigos:<\/strong>\n<ul>\n<li>A Google nunca teve muita sorte com redes sociais. Da mesma forma, parece n\u00e3o estar disposta a gastar rios de dinheiro para comprar empresas de redes sociais.<\/li>\n<li>Aparentemente, poderia gastar at\u00e9 pouco mais de USD$ 1 bilh\u00e3o para comprar o Twitter, n\u00e3o algo em torno de USD$ 15 bilh\u00f5es, como j\u00e1 chegou a ser avaliado o Facebook.&nbsp; Afinal, investimentos em redes sociais s\u00e3o muito arriscados porque seu tr\u00e1fego cresce em progress\u00e3o geom\u00e9trica, mas cai no mesmo ritmo (que digam Bebo, MySpace e outros).<\/li>\n<li>Ademais, os usu\u00e1rios destas redes sempre s\u00e3o muito sens\u00edveis ao uso de seus dados para efeito de publicidade.<\/li>\n<li>Assim, neste campo, n\u00e3o d\u00e1 para gastar muito com aquisi\u00e7\u00f5es, se os riscos s\u00e3o t\u00e3o grandes.<\/li>\n<li>A Google est\u00e1 preferindo comprar os dados das redes sociais a comprar as pr\u00f3prias redes. Desta forma, ela obt\u00e9m o leite sem precisar comprar a vaca porque, se a vaca morrer, ela n\u00e3o teve grande preju\u00edzo.<\/li>\n<li>Por fora, est\u00e1 investindo em redes pr\u00f3prias como Orkut, Buzz e, futuramente, Google Me, tudo para concorrer, tentando tomar um peda\u00e7o do mercado dos concorrentes.<\/li>\n<li>Por enquanto est\u00e1 comendo poeira e nada indica que este quadro mudar\u00e1 nos pr\u00f3ximos 10 anos. Mas isto \u00e9 importante? Parece que sim, porque a Google est\u00e1 investindo forte no desenvolvimento do Google Me com vistas a tentar concorrer fortemente com o Facebook, conforme reportagem do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.telegraph.co.uk\/technology\/7883021\/Google-searches-for-a-way-into-social-networking.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Daily Telegraph<\/a>;<\/li>\n<li>Em&nbsp;<a href=\"http:\/\/googlesystem.blogspot.com\/2010\/07\/google-and-value-of-social-networking.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">post publicado no Google Operating System<\/a>&nbsp;foi dito que internamente na gigante das buscas nunca se deu muita import\u00e2ncia \u00e0s redes sociais. Ser\u00e1 que agora este pensamento mudou? Tudo indica que sim.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Quero ser forte na \u00c1sia:<\/strong>\n<ul>\n<li>Apesar de ser l\u00edder na maior parte do mundo, a Google n\u00e3o consegue competir com os buscadores Yandex, na R\u00fassia, Baidu, na China, Yahoo! Jap\u00e3o e Naver, na Coreia do Sul.<\/li>\n<li>Em todos os casos \u00e9 patente a dificuldade da gigante de buscas em tratar as diferen\u00e7as culturais notadamente no que toca a idiomas t\u00e3o complexos.<\/li>\n<li>No que tange especificamente \u00e0 Baidu e \u00e0 Yandex, h\u00e1 tamb\u00e9m problemas de inseguran\u00e7a jur\u00eddica e nacionalismos nada disfar\u00e7ados nos pa\u00edses de origem destes sites, o que dificulta sobremaneira a competi\u00e7\u00e3o por parte dos buscadores estrangeiros.<\/li>\n<li>De qualquer forma, tratam-se de quatro mercados potenciais ou efetivos de grande monta, dos quais a Google n\u00e3o poder\u00e1 manter dist\u00e2ncia e ter\u00e1 que tentar conseguir uma fatia expressiva. No entanto, ter\u00e1 que investir muito nos pr\u00f3ximos 10 anos, seja de forma org\u00e2nica, seja por meio de aquisi\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>N\u00e3o esperem, entretanto, uma conquista f\u00e1cil em quaisquer destes mercados.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Todos n\u00f3s gostamos de m\u00fasica:<\/strong>\n<ul>\n<li>O mercado de m\u00fasica na Internet \u00e9 um dos maiores que h\u00e1, sendo capaz de gerar fortunas (que o diga a Apple e sua iTunes).<\/li>\n<li>N\u00e3o seria de se esperar que a Google ficasse muito tempo longe deste mercado. De fato, n\u00e3o est\u00e1, porque o YouTube pode ser considerado maior site de m\u00fasicas da Internet e o Vevo o seu sub-site de m\u00fasicas com DRM.<\/li>\n<li>O servi\u00e7o de buscas universais da Google j\u00e1 apresenta muitas informa\u00e7\u00f5es de artistas, mas ainda \u00e9 muito fraco quando o assunto \u00e9 permitir que o internauta ou\u00e7a m\u00fasicas diretamente no navegador. Isto certamente mudar\u00e1 e n\u00e3o dever\u00e1 demorar muito, porque a Google adquiriu em mar\u00e7o do ano passado a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.simplifymedia.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Simplify Media<\/a>, uma empresa especializada em permitir o compartilhamento via Internet de todos as suas m\u00eddias (m\u00fasicas e fotos protegidas por DRM inclu\u00eddas) para outros dispositivos e com seus amigos, sem que os usu\u00e1rios sofram problemas de direitos autorais. Quando isto acontecer, ser\u00e1 poss\u00edvel por exemplo, compartilhar com amigos as m\u00fasicas que voc\u00ea comprou no iTunes e coloc\u00e1-las em seu site, computador ou celular.<\/li>\n<li>Isto, inclusive, representar\u00e1 uma pedra no sapato da Apple, que sempre dificultou esta pr\u00e1tica.<\/li>\n<li>Fala-se at\u00e9 que a Amazon MP3, servi\u00e7o de venda de m\u00fasicas da Amazon poderia estar junto nesta empreitada para criar mais musculatura no embate contra a Apple.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Queremos Internet na TV e TV na Internet:<\/strong>\n<ul>\n<li>A chegada do YouTube mostrou que um dia a televis\u00e3o iria, de certa forma, se fundir com a Internet.<\/li>\n<li>Depois dele vieram sites que buscaram colocar conte\u00fados de TV na Internet, tais como Joost, Hulu, etc.<\/li>\n<li>Agora, a Google quer lan\u00e7ar a sua Google TV, que promete levar a Internet para dentro da televis\u00e3o, integrando ambas as m\u00eddias.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Eu quero lhe fazer perguntas diretas e receber respostas exatas:<\/strong>\n<ul>\n<li>H\u00e1 muito se fala em buscas sem\u00e2nticas ou linguagem natural na Internet, no entanto, parece que ainda estamos muito longe deste objetivo.<\/li>\n<li>Em 2008, quando ainda desenvolvia o Bing, a Microsoft comprou a Powerset, que prometia fazer a t\u00e3o desejada busca sem\u00e2ntica. No entanto, apesar de ter apresentado uma grande evolu\u00e7\u00e3o nas buscas da MS, a Powerset n\u00e3o se mostrou a revolu\u00e7\u00e3o desejada.<\/li>\n<li>O Wolfram Alpha tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu nos trazer a busca sem\u00e2ntica, apesar de ser uma evolu\u00e7\u00e3o no quesito respostas a quest\u00f5es anteriormente programadas.<\/li>\n<li>D\u00e9bora Bossois, em excelente post publicado em 2008, levantou as dificuldades de se chegar \u00e0 linguagem natural e terminou por citar o servi\u00e7o True Knowledge como sendo promissor. Tive a curiosidade de testar hoje o True Knowledge em compara\u00e7\u00e3o com o Google, o Bing e o Yahoo!. O True Knowlege realmente aceita buscas em linguagem natural, mas apenas em ingl\u00eas, enquanto que os tr\u00eas buscadores principais (Google, Bing e Yahoo!) aceitam em todos os idiomas por eles suportados.<\/li>\n<li>O True Knowlege n\u00e3o responde a todas as perguntas feitas em ingl\u00eas, mas quando o faz, costuma apresentar respostas precisas. Por outro lado, os demais buscadores, principalmente o Google, apresenta respostas a maior n\u00famero de perguntas, inclusive \u00e0s mais complexas, e em menos tempo, mesmos que estas n\u00e3o se apresentem ainda naturais.<\/li>\n<li>O usu\u00e1rio deve se perguntar o que \u00e9 mais importante: se a resposta em formato natural ou a pergunta e a resposta em seu idioma encontrados de forma r\u00e1pida e n\u00e3o t\u00e3o natural, mas eficiente.<\/li>\n<li>Eu, particularmente, tenho d\u00favidas mesmo de que a verdadeira linguagem natural na Internet seja poss\u00edvel em larga escala e a curto prazo.<\/li>\n<li>De qualquer forma, acredita-se que a Google esteja a persegui-la e este deve ser um dos universos que devemos considerar para os pr\u00f3ximos 10 anos, apesar de todas as ressalvas no que tange \u00e0 dificuldade da obten\u00e7\u00e3o da tecnologia.<\/li>\n<li>A aquisi\u00e7\u00e3o da Metaweb, que se prop\u00f5e, por meio de algo parecido a uma rede social, usar a for\u00e7a das multid\u00f5es para etiquetar os diversos documentos da Web me parece que pode ser um passo importante no sentido de obter bons resultados na obten\u00e7\u00e3o futura da web sem\u00e2ntica, desde que, \u00e9 claro, a Google consiga a real ades\u00e3o dos usu\u00e1rios, o que ainda \u00e9 uma inc\u00f3gnita.<\/li>\n<li>Isto se deve ao fato de que a gigante das buscas precisa estar na ponta da pesquisa tecnol\u00f3gica referente a isto, sob pena de perder todo o seu mercado, mesmo que isto represente adquirir empresas iniciantes com tecnologias revolucion\u00e1rias.<\/li>\n<li>Importante ressaltar, entretanto, que a tecnologia adquirida com a Metaweb pode vir a se tornar, a m\u00e9dio prazo, em algo expressivo. Tudo depende da quantidade de investimentos que receber e de seu real potencial de indexa\u00e7\u00e3o da Web para dar-lhe contornos sem\u00e2nticos e em todos os idiomas. Isto, hoje, nos \u00e9 imposs\u00edvel saber, porque seria preciso ter acesso \u00e0s pr\u00f3prias patentes da empresa adquirida para fazer a an\u00e1lise.<\/li>\n<li>O que me parece que poder\u00e1 dar resultados mais r\u00e1pidos j\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos s\u00e3o as chamadas buscas sociais.<\/li>\n<li>Para tanto, a Google comprou a Aardvark, uma empresa especializada em perguntas e respostas, usando para tanto a chamada for\u00e7a dos muitos, baseada nas redes sociais, principalmente o Facebook.<\/li>\n<li>Trata-se de um servi\u00e7o muito interessante porque nos permite consultar pessoas humanas e n\u00e3o m\u00e1quinas e delas obter, n\u00e3o instantaneamente, mas, na maioria das vezes, com grande precis\u00e3o, respostas a quest\u00f5es extremamente complexas. Os questionamentos podem ser feitos por voz, SMS, e-mail etc. Por enquanto, pelo menos, admite perguntas apenas em ingl\u00eas e n\u00e3o h\u00e1 qualquer indicativo de que se tornar multilingue. No entanto, a pr\u00f3pria caracter\u00edstica da Google, que \u00e9 uma empresa global, tende a tornar, no futuro uma ferramenta aberta a v\u00e1rios idiomas.<\/li>\n<li>\u00c9 ainda cedo para se saber qual \u00e9 realmente a estrat\u00e9gia da Google para este segmento de buscas sociais, entretanto, ele abre um leque muito interessante na medida em que permite adentrar em todas as redes sociais para obter respostas a questionamentos pessoais e complexos somente poss\u00edveis, \u00e0s vezes, com interven\u00e7\u00e3o humana.<\/li>\n<li>Caso voc\u00ea se interesse pelo tema, vale ler o paper escrito pela pr\u00f3pria equipe que desenvolveu o produto.<\/li>\n<li>Aparentemente, a Google estaria abrindo um canal para que os usu\u00e1rios pudessem obter estas buscas mais complexas e, conjuntamente, fazendo um grande banco de dados com os resultados, mas isto me parece pouco diante das possibilidades existentes no horizonte.<\/li>\n<li>Acredito, portanto, que algo mais vir\u00e1 no futuro e que hoje n\u00e3o nos \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar por falta de dados concretos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Se eu falo Portugu\u00eas, Swahili ou Urdu, por que me obrigas a falar e escrever em Ingl\u00eas?<\/strong>\n<ul>\n<li>Um dos grandes desafios dos grandes buscadores \u00e9 levar as pesquisas no idioma dos usu\u00e1rios.<\/li>\n<li>Para tanto \u00e9 necess\u00e1rio que haja possibilidade de tradu\u00e7\u00e3o de m\u00e1quina para textos em todos os idiomas.<\/li>\n<li>O Google consegue traduzir hoje em 57 idiomas que, se contadas as possibilidades de cruzamentos, conferem a possibilidade de 3.249 pares de idiomas poss\u00edveis para tradu\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Este sistema n\u00e3o permite apenas a tradu\u00e7\u00e3o de textos nestes idiomas mas tamb\u00e9m a formula\u00e7\u00e3o de um questionamento (Rio Amazonas, por exemplo) em sua l\u00edngua (Portugu\u00eas, por exemplo) e o recebimento de respostas&nbsp;escritas em outros 5 idiomas (Ingl\u00eas, Eslovaco, Vietnamita, Indon\u00e9sio e Finland\u00eas, por exemplo). E o que \u00e9 melhor \u00e9 que os sites j\u00e1 lhe s\u00e3o mostrados devidamente traduzidos para o seu idioma de escolha.<\/li>\n<li>Segundo a Revista Veja, nos pr\u00f3ximos 10 anos, a Google aumentar\u00e1 o n\u00famero de idiomas suportados para 250. Assim, praticamente acabar\u00e3o as barreiras lingu\u00edsticas relativas \u00e0s tradu\u00e7\u00f5es de textos.<\/li>\n<li>Entretanto, h\u00e1 outra barreira lingu\u00edstica que ainda est\u00e1 longe de ser resolvida. Trata-se do reconhecimento de fala e transforma\u00e7\u00e3o da fala em texto e, a partir dela, a tradu\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea. Em outras palavras, um software reconhece o que o indiv\u00edduo est\u00e1 falando e o transforma em texto escrito. A partir disso \u00e9 poss\u00edvel a tradu\u00e7\u00e3o do texto.<\/li>\n<li>O simples reconhecimento de fala e transforma\u00e7\u00e3o de fala em texto corrente de forma perfeita j\u00e1 seria uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o nos editores de texto porque permitiria a elimina\u00e7\u00e3o da digita\u00e7\u00e3o. Acontece que esta tecnologia ainda demorar\u00e1 alguns anos a ser implementada porque \u00e9 muito dif\u00edcil de ser desenvolvida. Em verdade, a IBM (Via Voice), a Microsoft e a Nuance j\u00e1 tentaram, mas somente a Nuance, que comprou o Via Voice e se uniu a extinta Dragon conseguiu algo de qualidade e, mesmo assim para os idiomas Ingl\u00eas, Franc\u00eas, Italiano, Espanhol, Alem\u00e3o e Holand\u00eas.<\/li>\n<li>Isto demonstra o quando \u00e9 dif\u00edcil desenvolver esta tecnologia.<\/li>\n<li>O passo que a Google est\u00e1 dando agora e pouca gente est\u00e1 notando \u00e9 a busca por voz nos celulares do Google Voice Search. Neste servi\u00e7o, voc\u00ea faz a query por voz no idioma definido a busca lhe \u00e9 fornecida por texto no smartphone. Por enquanto, o servi\u00e7o est\u00e1 dispon\u00edvel para os idiomas Ingl\u00eas (americano, brit\u00e2nico, indiano e australiano), Mandarim, Japon\u00eas, Franc\u00eas, Alem\u00e3o, Italiano, Espanhol e Coreano.<\/li>\n<li>Testei o Google Voice Search em Ingl\u00eas por v\u00e1rias vezes e encontrei bons resultados. Em Mandarim falei a \u00fanica frase que sabia e apareceu uma pesquisa naquele idioma, mas n\u00e3o posso garantir que estivesse certo. Testei tamb\u00e9m em Alem\u00e3o, Franc\u00eas, Italiano e Espanhol. Em todos eles encontrei \u00f3timos resultados. Ah! Eu n\u00e3o falo nenhuma destas l\u00ednguas. Isto \u00e9 um feito not\u00e1vel da tecnologia.<\/li>\n<li>Mas a Google quer ir mais al\u00e9m. Seu objetivo \u00e9 tamb\u00e9m fazer com que voc\u00ea fale ao celular, por exemplo, em Portugu\u00eas com um interlocutor no Jap\u00e3o e ele o entenda em Japon\u00eas e ele fale em sua l\u00edngua natal e voc\u00ea o entenda em Portugu\u00eas.<\/li>\n<li>Isto ser\u00e1 poss\u00edvel? Talvez sim, em 2020.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Queremos pesquisar cada vez mais coisas e cada vez mais fundo:<\/strong>\n<ul>\n<li>A proposta de compra da ITA Software demonstra que a Google pretende dar uma guinada em sua forma de apresentar pesquisas sobre diversos temas, tais como viagens, sa\u00fade, compras, informa\u00e7\u00f5es locais, im\u00f3veis, empregos etc. \u00c9 o que defende o jornal brit\u00e2nico The Guardian.<\/li>\n<li>Para tanto, talvez precisar\u00e1 at\u00e9 que mudar a forma de apresentar os resultados de pesquisa para determinados tipos de questionamentos, como j\u00e1 faz o Bing para viagens.<\/li>\n<li>\u00c9 o que se convencionou chamar buscas verticais ou pesquisas verticais.<\/li>\n<li>Al\u00e9m disso, ter\u00e1 que fazer nos pr\u00f3ximos anos, v\u00e1rias aquisi\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o ser\u00e1 problema, porque conta com USD$ 30 bilh\u00f5es em dinheiro em caixa, quantia esta que cresce a cada m\u00eas e que, aparentemente, n\u00e3o consegue a empresa bons ativos para gastar.<\/li>\n<li>Na pr\u00f3pria \u00e1rea de viagens, acredito que a Google ainda ter\u00e1 que adquirir uma empresa que forne\u00e7a informa\u00e7\u00f5es sobre ofertas de hot\u00e9is, alugu\u00e9is de autom\u00f3veis, pacotes de turismo, cruzeiros mar\u00edtimos, shows, eventos, entradas em parques tem\u00e1ticos, restaurantes e outras informa\u00e7\u00f5es ligadas a viagens. Afinal, provavelmente, a recente compra do Ruba n\u00e3o atender\u00e1 a todas estas necessidades.<\/li>\n<li>Acredito que duas boas candidatas poderiam ser a Kayak e a Orbitz, mas poder\u00e1 ser um concorrente desta empresa, como Travelocity, Priceline ou o grupo Expedia-Hotwire-TripAdvisor, ou ainda, como no caso da compra da ITA, um motor de buscas direcionadas \u00e0s informa\u00e7\u00f5es desejadas.<\/li>\n<li>Na \u00e1rea de sa\u00fade, a Google possui o Google Healh, mas tem muito pouca relev\u00e2ncia no mercado. Precisar\u00e1, no futuro, investir nesta \u00e1rea, para poder crescer, provavelmente por meio da aquisi\u00e7\u00e3o da WebMD, com quem j\u00e1 andou conversando em 2007, ou de outra concorrente, como o conglomerado de sites ligados aos cuidados de sa\u00fade Waterfront Media \u2013 Everyday Health, por exemplo.<\/li>\n<li>No setor de compra\/venda de im\u00f3veis, a Google j\u00e1 presta servi\u00e7os atraves do Google Maps, mas precisa avan\u00e7ar no sentido de fornecer melhores e mais profundas informa\u00e7\u00f5es sobre com\u00e9rcio, aluguel, orienta\u00e7\u00f5es de especialistas, tend\u00eancias de mercado, busca de profissionais na \u00e1rea de im\u00f3veis, financiamentos e refinanciamentos etc.<\/li>\n<li>Isto somente ser\u00e1 poss\u00edvel com a incorpora\u00e7\u00e3o de um site de buscas especializado.<\/li>\n<li>Em dezembro de 2009, a Google conversou com o Trulia, que pertence ao The Washington Post, mas parece que a coisa n\u00e3o evoluiu. H\u00e1 outros grandes players no mercado, sendo o Zillow o lider do mercado.<\/li>\n<li>A Google precisa tamb\u00e9m se aprofundar no mercado de empregos e, para tanto, talvez tenha que adquirir alguma empresa.<\/li>\n<li>Neste setor n\u00e3o basta indicar vagas de empregos. \u00c9 preciso tamb\u00e9m ter um motor que permita ao candidato apresentar curr\u00edculo, orientar sua carreira, descobrir qual a forma\u00e7\u00e3o profissional mais adequada, os sal\u00e1rios oferecidos pelo mercado etc.<\/li>\n<li>Os grandes concorrentes na \u00e1rea de empregos nos Estados Unidos s\u00e3o a Monster, Indeed, Person Force entre outros.<\/li>\n<li>Outro setor em que a Google precisa crescer \u00e9 o de informa\u00e7\u00f5es locais, ou seja, sobre onde encontrar nas cidades as mais diversas coisas, tais como: restaurantes, profissionais de sa\u00fade, servi\u00e7os dom\u00e9sticos, baladas, hot\u00e9is, viagens, servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o, cuidados com animais, im\u00f3veis etc. Em suma, nesta categoria de buscas verticais, temos, na verdade, um grande servi\u00e7o de classificados, tais como nos jornais, no Yellow Pages, no Craigslist&nbsp;e outros.<\/li>\n<li>A empresa tentou adquirir o Yelp, que al\u00e9m de ter estas caracter\u00edsticas, tem tamb\u00e9m natureza de rede social, porque os pr\u00f3prios consumidores s\u00e3o chamados a dar opini\u00f5es sobre os produtos e servi\u00e7os. N\u00e3o conseguiu fechar o neg\u00f3cio. No entanto, n\u00e3o acredito que tenha desistido definitivamente de adquirir o ativo.<\/li>\n<li>Se conseguir, no futuro, adquirir o Yelp, talvez possa evitar de comprar outras empresas listadas acima. Entretanto, acho que os servi\u00e7os prestados por estes sites n\u00e3o s\u00e3o colidentes, mas complementares e, portanto, talvez possa haver compras de ativos, cujos servi\u00e7os sejam aparentemente sobrepostos.<\/li>\n<li>Pelo demonstrado, h\u00e1 possibilidade de a Google comprar muitas empresas grandes nos pr\u00f3ximos 10 anos, para incrementar suas buscas verticais.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Eu sei que meu trabalho suja o planeta, mas quero mudar:<\/strong>\n<ul>\n<li>Todos n\u00f3s sabemos que os buscadores de Internet s\u00e3o enormes consumidores de energia el\u00e9trica. Trata-se, na verdade, de uma das ind\u00fastrias mais dependentes desta fonte de energia.<\/li>\n<li>Sabemos tamb\u00e9m que a maior parte dos centros de dados destas empresas (Google principalmente) est\u00e3o nos Estados Unidos, onde 89,6% da energia el\u00e9trica \u00e9 produzida por meio de usinas t\u00e9rmicas movidas por fontes energias f\u00f3sseis ou nucleares, sendo que, dentre elas, 44,9%, s\u00e3o movidas a carv\u00e3o mineral, a fonte f\u00f3ssil mais poluidora que existe.<\/li>\n<li>Logo, sem sombra de d\u00favida, a ind\u00fastria de buscas na Internet \u00e9 uma ind\u00fastria suja por excel\u00eancia e a Google, como o seu maior expoente, tamb\u00e9m uma empresa suja do ponto de vista ambiental.<\/li>\n<li>\u00c9 por este motivo que ela investe em energias limpas.<\/li>\n<li>Nos pr\u00f3ximos 10 anos ela dever\u00e1 investir em v\u00e1rias iniciativas destinadas a gerar energia el\u00e9trica limpa e renov\u00e1vel, como e\u00f3lica, solar fotovoltaica, termosolar e geot\u00e9rmica. Dever\u00e1 tamb\u00e9m investir em biotecnologia destinada a buscar o desenvolvimento de seres vivos artificiais destinados a gerar hidrog\u00eanio de baixo custo, o que revolucionaria a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica limpa no mundo e mudaria toda a ind\u00fastria de energia, inclusive a do petr\u00f3leo.<\/li>\n<li>Estes investimentos n\u00e3o ser\u00e3o destinados apenas a mostrar que quer ser uma empresa ambientalmente correta, mas, principalmente, porque o mercado de energia \u00e9 muito maior que o de buscas. Assim, se os investimentos feitos obtiverem sucesso, a Google ser\u00e1 s\u00f3cia da nova ind\u00fastria de energia limpa.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Se \u00e9 inova\u00e7\u00e3o quero para mim.<\/strong>\n<ul>\n<li>O que mant\u00e9m a ind\u00fastria de alta tecnologia \u00e9 a inova\u00e7\u00e3o. Sem ela, os produtos ficam facilmente obsoletos e as empresas tendem rapidamente a morrer.<\/li>\n<li>O que mais deve meter medo na Google \u00e9 n\u00e3o conseguir se manter na ponta da tecnologia.<\/li>\n<li>Para evitar este problema ela doa aos empregados 20% de seu tempo para desenvolvimento de projetos pr\u00f3prios, porque a\u00ed eles tendem a ter tempo para pensar em novos produtos.<\/li>\n<li>Al\u00e9m disso, a empresa procura sempre adquirir as novas tecnologias que aparecem no mercado nas m\u00e3os de pequenos concorrentes, comprando justamente estes concorrentes. Os riscos s\u00e3o n\u00e3o atentar para a sua exist\u00eancia, ou atentar, mas n\u00e3o conseguir atra\u00ed-los para seu portf\u00f3lio.<\/li>\n<li>Afinal, \u00e9 importante lembrar que o maior desafio que a Google enfrentar\u00e1 nestes pr\u00f3ximos 10 anos ser\u00e1 evitar a fuga de c\u00e9rebros ou a sua reposi\u00e7\u00e3o via aquisi\u00e7\u00f5es de empresas inovadoras ou contrata\u00e7\u00f5es de novos empregados de forma a gerar inova\u00e7\u00e3o interna com o objetivo de n\u00e3o se tornar uma empresa gigantesca que lucra muito mas que n\u00e3o inova e, por isso, pode se tornar pouco importante no mercado. Podem estar certos que este \u00e9 um desafio gigantesco e um risco maior ainda.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>Em linhas gerais, este me parece ser o caminho a ser adotado pela Google nos pr\u00f3ximos 10 anos. N\u00e3o tenho a pretens\u00e3o de acertar tudo e nem de ser axaustivo, mas apenas de dar leves pinceladas no tema.<\/p>\n<h6><strong>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/googlediscovery.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google Discovery<\/a><\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos prim\u00f3rdios da Internet, o que se via como o modelo ideal de neg\u00f3cios na rede era a cria\u00e7\u00e3o de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_layout":"default_layout","_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Para onde ir\u00e1 o\u00a0Google?","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[3570,1079],"tags":[55,50,76],"class_list":["post-4300","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-google-tecnologia","category-tecnologia","tag-google","tag-internet","tag-tecnologia"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":3732,"url":"https:\/\/eliezerladeira.com.br\/blog\/historia-do-1o-servidor-do-google\/","url_meta":{"origin":4300,"position":0},"title":"Hist\u00f3ria do 1\u00ba servidor do\u00a0Google","author":"admin","date":"","format":false,"excerpt":"Em 1996, Larry Page e Sergey Brin, dois estudantes da universidade de Stanford, trabalhavam num projeto de digitaliza\u00e7\u00e3o de biblioteca (Digital Library Project) e necessitavam de uma grande quantidade de armazenamento para testar seus algoritmos do Pagerank em dados da internet. 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